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216 dias

Já faz algum tempo que não escrevo nenhuma linha sobre ou para o meu pequeno Joaquim, os dias vão passando e eu sigo refém do que chamamos de não ter tempo.
Mas hoje resolvi escrever, contar um pouco do que aconteceu nestes últimos 216 dias.
Aquele recém nascido frágil, que mamava de duas em duas horas, que precisava de um tremendo cuidado com seus bracinhos para trocar suas roupas, agora já parece um tourinho.
Os bracinhos estão fortes e sua mão poderosa já é capaz de arrancar alguns fios de cabelos, o danadinho que ficar de pé, já até se arrisca a tocar o chão com os pés, claro que seguro por alguém e busca dar o primeiro passo.
Ele fica sentadinho, brincando com seus chocalhos, mordedores, bolas e bichos luminosos e barulhentos.
O meu bagunça, adora uma folia, ser jogado para cima, coisas que o coloque em uma situação de pura aventura, agita os braços como quem dança.
Graças a Deus à noite está mais longa, apenas uma mamadeira no meio ou já para o finzinho da madrugada.
Agora temos caretas e quando bem provocado uma gargalhada ainda tímida, ele grita e joga as coisas no chão para que alguém pegue e o devolva para que ele possa jogar no chão novamente.
Ah! Não posso me esquecer que ele cantarola alguma coisa que eu já chamo de música, e às vezes começa a repetir algumas silabas rapidamente, como que se conversasse conosco.
Da da da e dei e dei e pé pé e por ai vai.
Água na chuquinha ou mamadeira nem pensar, ele quer no copo, o banho agora é coletivo, pois ele joga água pra todos os cantos.
Ele já comeu angu! Só falta o torresmo com a couve. Este é o meu “monçoeiro com jeitim minerim”
Das varias vezes que tomou vacina teve reação em apenas duas, já teve dor de ouvido e ficou com uma tosse por alergia e tempo seco.
Ele fica eufórico quando abrimos a porta e lá está ele, pronto para ver a rua, o carro também é um dos seus cantos preferidos.
O notebook ele já conhece, e vibra quando assiste no you tube o clipe da música da chavinha.
Bom, no mais sigo me reinventando a cada dia, buscando ser uma pessoa melhor, tentando ver a vida com um novo olhar. Assim como o Joaquim, que não tem medo de nada e quer descobrir e aprender, tudo que é colocado a sua frente é mágico e encantador, ele pega observa, e experimenta. Ele tem me ensinado que tudo precisa ser avaliado, receber o seu devido valor e ainda a olhar as coisas com um maior encantamento.

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